sábado, 2 de janeiro de 2010














A Bênção.


A Bênção.




A Bênção



A Luz!






Os Guardiões da Luz!




















Parte do baptizado: "Recebe a Luz de Cristo"!
















Parte do baptizado















Parte do baptizado














"Eu te baptizo em nome do Pai...















... do Filho e do Espirito Santo"!













Um dos quartos de hóspedes.














Parte da cozinha.




















Parte da cozinha. Ao fundo entrada para o Wc.




















Parte da cozinha e porta de um dos quartos de hóspedes.




















Parte do Wc.

Aleluia!


Quarto de casal


Quarto de casal

Quarto de casal





Parte da sala





Parte da sala. À direita a entrada para a cozinha.

Entre Calças e Paramentos.

Acreditem ou não, eu fui seminarista. Ou seja, andei a estudar para padre. Porquê? Teriam que perguntar à minha rica mãezinha mas tal, já é de todo impossível. Sim senhor! Andei a estudar no Seminário Menor de Cristo Rei no Quipeio. E é engraçado que ainda há dias o Cardoso me mandou um PPS onde está precisamente uma fotografia do velho seminário do Quipeio; a seguir à Caála; ali, para lá de Vila Flor a cerca de quarenta quilómetros da cidade de Nova Lisboa, hoje a linda e maravilhosa cidade do Huambo, Angola. Havia ali perto, também, a Ilha dos Amores. Quem de Nova Lisboa nunca visitou a Ilha dos Amores? O Rio é que já não me lembro qual era. Supostamente o Kurimaala... Não sei.
E de histórias que a Ilha dos Amores tem para contar... Algumas até de autêntico heroísmo; digo eu.
Sei que em determinado domingo, não sei que idade eu tinha; mas sei que era um miúdo, famílias como a do Sr. Barroso, a do meu irmão Zé e outras mais, foram passear à Ilha dos Amores como era hábito. E eis senão quando em determinado momento a filha do Barroso cai da ponte abaixo. Sem sequer pensar nas consequências, aquele caga-tacos do meu irmão Zé, atira-se à água para socorrer a moça. Pronto! Nasceu um herói! Juro que até hoje estou sem saber como é que ele fez aquilo. É que segundo julgo saber, ele nem sequer sabe nadar. Deve ter sido o instinto de bombeiro - ele pertencia ao corpo de Bombeiros Voluntários de Nova Lisboa - que o levou a praticar tal acto. Ou então ser algo mais sério. É que ele nasceu no dia 24 de Agosto; dia de São Bartolomeu. E das últimas coisas que alguém disse acerca deste santo foi o seguinte:
".../podemos dizer que a figura de São Bartolomeu, mesmo sendo escassas as informações acerca dele, permanece contudo diante de nós para nos dizer que a adesão a Jesus pode ser vivida e testemunhada também sem cumprir obras sensacionais. Extraordinário é e permanece o próprio Jesus, ao qual cada um de nós está chamado a consagrar a própria vida e a própria morte"! Enfim, cumpra-se o que está escrito.
Mudemos de assunto. Recebi há já algum tempo, na chitaca, a visita do Sr. Padre Joseval. Homem de Deus, professor na Universidade Católica de Salvador - da cadeira de direito (não sei se canónico se romano), bastante eloquente, bom garfo, e atrevo-me a dizer que o que lhe falta de cabelo (com o devido respeito), sobra-lhe em humor e retórica (como deve ser um sacerdote).
Foi lá dizer uma missa que para além da particularidade de ter sido uma missa de Santo António fora de tempo, foi uma missa em que alguém lhe pediu para baptizar um rapaz já adolescente. Nunca é tarde para enveredar pelo caminho certo. Agora lembrei-me da Milita, minha irmã. Ela é que várias vezes afirma com os pés bem acentes na terra como pertence, o seguinte: "Andai nos caminhos do Senhor e ELE não vos faltará"!
Foi uma missa bonita, participada, com cânticos alegres e tudo o mais que o padre Joseval faz questão de uma missa conter quer seja no campo, quer seja numa das igrejas onde ele celebra que é a de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos.
Engraçado é que ele foi professor da Suzy precisamente na "UCSAL". Assim que chegámos a Salvador e pensámos em casar pela igreja, ela dizia que não ia ser fácil encontrar o Joseval e levá-lo a fazer o nosso casamento na chitaca, portanto para lá de Valença vinte e cinco quilómetros. Qual não é o espanto da Suzy, quando chegámos ao lado de lá e tivemos conhecimento de que o bendito do Joseval, era o Pároco de Valença. Enfim coisas do mundo, retalhos da vida.
Algum tempo depois tivemos a visita do Lula, meu cunhado, da Norma, minha cunhada, e da Lêda e do Nuno que vieram de Lisboa, Portugal. Foi um dia de alegria a mais, vem vivido, bem comido, bem regado, só o Lula é que esteve de castigo porque tinha que voltar a conduzir para Salvador. Mas mesmo assim ainda meteu umas "bejecas" logo de manhã. Falámos de lá, de cá, do outro continente que eu e o Nuno conhecemos, África e assim se passou o dia. Depois houve a sessão de fotos como não poderia deixar de ser. Para mim as mais amorosas são as da Norma com a cachorrada. Depois, bem depois temos o Nuno. No Coments.
Outro assunto. Vai ter lugar entre os dias 27 de Janeiro e 7 de Fevereiro o IV Permangola - IV Reunião Agropercologica (agricultura,permacultura,construções ecológicas e Capoeira Angola), aqui mesmo ao lado da minha casinha, isto é, da chitaca. Eu vou participar a exemplo do ano passado e a Suzy também. Também a exemplo do ano passado, vou dar uma palestra que abordará o tema: Algumas Plantas Aromáticas e Medicinais do Baixo Sul da Bahia. A palestra será interactiva; portanto façam o favor de trazer os vossos "alfarrábios" para ajudar no seja necessário ou para acrescentar algo. Também vão ser úteis as máquinas fotográficas, uma vez que tudo vai ser mostrado ao vivo. Será interessante, consultar os sites que se seguem entre outros.

Se quiserem podem ver as fotos do Permangola do ano passado aqui no blog. Também podem pesquisar entre as dezenas de informações que se encontram ao vosso dispor.
Espero que se divirtam com a leitura de mais estas cenas da vida de um angolano em terras de Vera Cruz.
Abraços e Beijinhos!


Planeta Terra? Tadinho dele!

Deve ser das coisas mais difíceis de fazer, é falar desta nossa "aldeia". E que para além de cada um ter uma opinião muito pessoal àcerca dele, há quem viva nele, quem passe por ele, quem goste dele e quem se sirva dele entre outras coisas.
Portanto, o melhor é não fazer muitos floreados e cada um manifestar a sua opinião... Se tiver coragem para tanto. Eu apenas deixo aqui um vídeo para que reflitam depois de assistir a ele.
Abraços e beijinhos.


Vídeo da União Europeia

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Novo curso no Senar - Feira de Santana/Ba.







Aconteceu no período de 26 a 28/08 o treinamento de Processamento de Conservas Vegetais e Temperos, atendendo ao município de Cabaceiras do Paraguaçu.






Fonte: http://ctrfeira.blogspot.com/2009/08/temperos-cabaceiras-do-paraguacu.html

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Coisas que se vão perdendo...

Olá!
Aqui de novo para vos mostrar uma raridade e não só.
Esta maravilha da natureza, a juerana, "ainda" está viva e perto lá de casa. Gostei dela e por isso aqui estou a mostrá-la. É soberba. Quando está florida, poucas coisas se comparam a ela. Está cheia de bromélias (aqui chamam-lhe gravatá), o que lhe dá um ar de maior imponência. Está à porta da casa de um amigo, o Sr, Braz e ele faz questão de a mostrar a toda a gente. É claro que nem sempre o tratamento que recebe é o melhor; mesmo em cima da sua imponente raiz, são deitados restos de tudo (e não é estrume). À volta dela como podem ver numa das fotos pelo menos, existem bananeiras e cacaueiros pelo menos.
No povoado a seguir àquele onde moro - Riachão do Vinhático - existiram em tempos várias destas espécies. Contam que num mesmo lugar e num curto espaço de terra, havia três delas; motivo porque o povoado se chama precisamente "Três Jueranas".
Vamos dar notícia dela? Vamos preservá-la? Terão os descendentes dos actuais filhos da terra o direito de conhecer a juerana? Ou vamos deixar que aconteça o que tem acontecido com todas as outras espécies da flora das quais já poucos se lembram?
Sabem, esta terra aqui é de alguns contrastes. Já ouvi dizer que por aqui andava a "araponga" distraindo toda a gente com o seu famoso "plein"!
Também dizem que por aqui ainda anda um sabiá ou um casal de sabiás; do verdadeiro dizem... Será? Nunca lhe ouvi o canto nem vi a cor.
E preguiças? Dizem igualmente que as havia aqui e em quantidade razoável para o lugar que é. Até no meu pedaço de terra as havia; dizem. À velocidade que se deslocam, não acredito que tenham mudado de "bairro" tão depressa.
E os veados? Que é feito deles? Vi um aqui há tempos aqui perto; pequeno, frágil e porque não dizer, bastante ágil como é característica da espécie.
E os tatus? Pois... Agora queixam-se das formigas!
E as gibóias e outras cobras? Mas agora com as infestações de ratos e outros roedores... Tá-se bem!...
Agora lembrei-me dos saudosos "Mamonas Assassinas". Que Deus os tenha no Seu eterno descanso. Nada de especial; lembrei-me da música onde ele diz que os animais são uns bichos interessantes. Fala do tatu, do elefante, do camelo, das vaquinhas, dos cachorros, das baleias, das pombas...
Vocês já pensaram se eles tivessem composto uma música a falar do ser humano? Imaginem só a p... (ups) a baixaria que não era!...
Gosto de vocês todos!
Abraços e beijinhos.
Manuel Baptista














Juerana Branca (Macrosamanea pedicellaris Nielsen)














Juerana Branca (Macrosamanea pedicellaris Nielsen)












Juerana Branca (Macrosamanea pedicellaris Nielsen)












Juerana Banca (Macrosamanea pedicellaris Nielsen)












Juerana Branca (Macrosamanea pedicellaris Nielsen)










Juerana Branca (Macrosamanea pedicellaris Nielsen)

Coisas de que gosto!









Riquita e a filhota Estrela



















A minha Super Star


















O meu Popó (pugilista de primeira; os ratos que o digam)!













Pimenta do biquinho









Gostaram? Pimenta do biquinho






Hortinha com gindungo, couves, novalgina, confrei, alhos, esponja (bucha vegetal), melão roxo, pimenta do biquinho e não só


Parte de trás do galinheiro, do armazém e colmeira de abelhas Uruçu



Parte de trás da casa e materiais de construção

Cachorradas!










Ombwa


















De Novo







Novo quarto com 16m2

Estas são Frescas!





















Parte de trás do armazém, do galinheiro e colmeia de abelhas Uruçu
























Mais Novidades...











Nova cobertura













Armazém e depósito elevado












Hortinha, melão roxo e poleiro ao fundo













Coelhas








Galinha de Angola

Novidades de Lá











Estrela











De novo a Estrela












Outra borboleta que não conheço


















Caminho de casa



















Cravoárias e dendezeiro

















Cobertura do carro e cravoárias












Marecos












Coelha












Borboleta

Novidades, Causas Ganhas e Nem por Isso...

Oi People!
Buenas!
Li outro dia a seguinte frase: "O homem não perde quando é derrotado; mas sim quando deixa de lutar"!
Também me lembro de ter lido a seguinte frase: "Só existe um lugar onde a palavra sucesso aparece antes da palavra trabalho: é no dicionário".
É engraçado como há coisas que se ligam entre si muito embora afastadas centenas ou milhares de quilómetros.
Acabei de ler a correspondência que tinha na caixa de correio electrónico e chamou-me à atenção precisamente um e-mail da minha amiga Alexandra Peixoto: é fantástico como as pessoas que acreditam, lutam e nunca perdem a força de vontade. Caem e levantam-se no momento seguinte como se nada tivesse acontecido; reagem quase numa fracção de segundo, a uma desilusão política que, supostamente lhes seria favorável. Essas pessoas querem; essas pessoas podem; essas pessoas chegam, observam e ganham. Porquê? Talvez pelo simples facto de que lhes está no sangue a ânsia de vencer; de ser melhor, de levar por diante um projecto e conduzi-lo até ao fim, de melhorar a forma de estar através da maneira de ser e de fazer de tudo para que a sua honrada vontade seja o seu projecto de vida.
O que me deixa sem ânimo, é ver a quantidade enorme de pessoas que sem nada ter e sem nada ser, porque não pensam, são capazes no mínimo de tentar destruir as parcas condições de quem a pulso tenta, mesmo fazendo das tripas coração, levar uma vida sadia, dentro dos parâmetros minimamente estabelecidos pela sociedade de qualidade e dignidade. E não me venham traduzir para português a máxima da "marselhesa": liberdade, igualdade, fraternidade.
Muitos têm dito que viver não custa; o que custa é saber viver. Importa é saber se dentro desta concepção cabe a honra e a dignidade. É que principalmente, estas duas características, são para mim condição "sine qua non" para andar de cabeça erguida.
E como também é verdade que: "quem não é visto não é lembrado", tomei a decisão de, na medida do possível, ser mais visto para ser mais lembrado.
Assim sendo e por motivos de força maior, vejo-me na contingência de passar a dispor do meu terreno que possuo no Riachão do Vinhático, Valença BA.
É um pedaço de terra com 40ha, delimitado num dos lados por um rio, atravessado por um riacho que nunca secou que eu saiba, tem cerca de cem pés de cravo, cerca de cinquenta pés de coco, estão a ser plantados mais ou menos quinhentos pés de urucu, tem várias árvores de fruta (jaca, acerola, pitanga, goiaba, abacate, ingá, bacupari), alguns pés de cacau, dendê, mata com bastante madeira, uma cerca de arame farpado nova com mais ou menos um hectare para as galinhas andarem à solta, um galinheiro com cem metros quadrados, um armazém com cerca de doze metros quadrados, uma cisterna com onze metros de fundura, um depósito elevado com capacidade para setecentos e cinquenta litros, uma colmeia de abelhas uruçu, uma casa com três quartos, sala, cozinha, banheiro, varanda em dois dos lados da casa, água encanada, casa enorme para cachorro e caminho de fácil acesso.
O acesso ao terreno faz-se, vindo de Valença, pela BA-542 mais ou menos à altura do quilómetro vinte. Para quem vem da BR-101, é a cerca de doze quilómetros desta e a seguir ao povoado do Bonfim. Da pista ao terreno, são três mil e oitocentos metros. Virando à esquerda para quem vem de Valença e virando à direita para quem vem da BR-101, segue-se na direcção do povoado de Três Jueranas.
Para quem goste de banhos de argila, tem ali, naquele rio, a oportunidade de se besuntar até fartar. A argila é pura e medicinal.
Se houver alguém interessado, gostaria que me contactasse através do meu e-mail: manu.baptista@gmail.com ou através do e-mail da Suzy: baptista.suzeteb@gmail.com.
Essas fotos que que viram aí em cima, são do lugar e foram tiradas domingo dia 14 de Junho de 2009.
Grato por tudo;
Manuel Baptista

terça-feira, 2 de junho de 2009

UM PLANETA MELHOR? SÉRIO?

Fala-se tanto da necessidade de deixar um planeta melhor para os nossos filhos, que esquecemos da urgência de deixarmos filhos melhores para o nosso planeta.

Esta frase, está numa mensagem que me enviaram.

Sem dúvida, um pensamento maravilhoso que, posto em prática, daria os seus resultados.

Existe porém um pequeno senão que posso dividir em três partes, que vem deitar por terra toda a teoria contida na frase:
Chamarei a esse senão... FAMÍLIA, EDUCAÇÃO, ESCOLA.


A célula família, está em vias de extinção por degradação; logo, a palavra educação não cabe aqui. Consequentemente e devido à forma como estão a ser tratados os professores, os mestres, "os filos", a "sofia" não pode ser ministrada convenientemente.

Engenho e arte é o que menos nos damos conta nas mentes duma juventude cada vez mais dispersa e sem uma meta definida para atingir. Digo isto porque, instrutor que sou de vários cursos óptimos para pôr a sociedade a trabalhar, nomeadamente a juventude; presidente que sou de uma associação de pequenos agricultores que não querem ser grandes por medo ao futuro dúbio que pressagiam; membro que sou de uma comunidade que de tudo tem menos ideias em comum, não vejo como alterar a ordem das coisas.

Muito gostaria eu de neste caso ser um "Arquimedes" e poder com o jeito de uma alavanca, transformar em certezas a incerteza das consciências de quantos com o poder nas mãos, nada podem porque disso nada querem.

Fica o apelo para os "homens e mulheres" de bem:
"O homem não morre quando é derrotado; mas quando deixa de lutar pelo bem"!


Deus vos abençoe a todos!

Manuel Baptista