quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
E você? Sabe o que é Caviar?
Se for mesmo caviar (de "estrujão" portanto), eu já vi, já comi, mas o melhor de tudo foi a companhia e o champagne.
Deixa a vida me Levar... Sou feliz e agradeço por tudo o que Deus me deu!
Eu já passei por quase tudo nessa vida
Em matéria de guarida espero ainda minha vez
Confesso que sou de origem pobre
Mas meu coração é nobre, foi assim que Deus me fez
E deixa a vida me levar (vida leva eu)
Deixa a vida me levar (vida leva eu)
Deixa a vida me levar (vida leva eu)
Sou feliz e agradeço por tudo que Deus me deu
Só posso levantar as mãos pro céu
Agradecer e ser fiel ao destino que Deus me deu
Se não tenho tudo que preciso
Com o que tenho, vivo
De mansinho, lá vou eu
Se a coisa não sai do jeito que eu quero
Também não me desespero
O negócio é deixar rolar
E aos trancos e barrancos, lá vou eu
E sou feliz e agradeço por tudo que Deus me deu
E deixa a vida me levar (vida leva eu)
Deixa a vida me levar (vida leva eu)
Deixa a vida me levar (vida leva eu)
sábado, 2 de janeiro de 2010
Coisa Pouca; quase Nada!
Fome? Quem disse que há fome no Brasil? Entre bolsa isto, vale aquilo até vale deitar fora comida que dava para alimentar... Quantos? Ora vejam:
Entre Calças e Paramentos.
Acreditem ou não, eu fui seminarista. Ou seja, andei a estudar para padre. Porquê? Teriam que perguntar à minha rica mãezinha mas tal, já é de todo impossível. Sim senhor! Andei a estudar no Seminário Menor de Cristo Rei no Quipeio. E é engraçado que ainda há dias o Cardoso me mandou um PPS onde está precisamente uma fotografia do velho seminário do Quipeio; a seguir à Caála; ali, para lá de Vila Flor a cerca de quarenta quilómetros da cidade de Nova Lisboa, hoje a linda e maravilhosa cidade do Huambo, Angola. Havia ali perto, também, a Ilha dos Amores. Quem de Nova Lisboa nunca visitou a Ilha dos Amores? O Rio é que já não me lembro qual era. Supostamente o Kurimaala... Não sei.
E de histórias que a Ilha dos Amores tem para contar... Algumas até de autêntico heroísmo; digo eu.
Sei que em determinado domingo, não sei que idade eu tinha; mas sei que era um miúdo, famílias como a do Sr. Barroso, a do meu irmão Zé e outras mais, foram passear à Ilha dos Amores como era hábito. E eis senão quando em determinado momento a filha do Barroso cai da ponte abaixo. Sem sequer pensar nas consequências, aquele caga-tacos do meu irmão Zé, atira-se à água para socorrer a moça. Pronto! Nasceu um herói! Juro que até hoje estou sem saber como é que ele fez aquilo. É que segundo julgo saber, ele nem sequer sabe nadar. Deve ter sido o instinto de bombeiro - ele pertencia ao corpo de Bombeiros Voluntários de Nova Lisboa - que o levou a praticar tal acto. Ou então ser algo mais sério. É que ele nasceu no dia 24 de Agosto; dia de São Bartolomeu. E das últimas coisas que alguém disse acerca deste santo foi o seguinte:
".../podemos dizer que a figura de São Bartolomeu, mesmo sendo escassas as informações acerca dele, permanece contudo diante de nós para nos dizer que a adesão a Jesus pode ser vivida e testemunhada também sem cumprir obras sensacionais. Extraordinário é e permanece o próprio Jesus, ao qual cada um de nós está chamado a consagrar a própria vida e a própria morte"! Enfim, cumpra-se o que está escrito.
Mudemos de assunto. Recebi há já algum tempo, na chitaca, a visita do Sr. Padre Joseval. Homem de Deus, professor na Universidade Católica de Salvador - da cadeira de direito (não sei se canónico se romano), bastante eloquente, bom garfo, e atrevo-me a dizer que o que lhe falta de cabelo (com o devido respeito), sobra-lhe em humor e retórica (como deve ser um sacerdote).
Foi lá dizer uma missa que para além da particularidade de ter sido uma missa de Santo António fora de tempo, foi uma missa em que alguém lhe pediu para baptizar um rapaz já adolescente. Nunca é tarde para enveredar pelo caminho certo. Agora lembrei-me da Milita, minha irmã. Ela é que várias vezes afirma com os pés bem acentes na terra como pertence, o seguinte: "Andai nos caminhos do Senhor e ELE não vos faltará"!
Foi uma missa bonita, participada, com cânticos alegres e tudo o mais que o padre Joseval faz questão de uma missa conter quer seja no campo, quer seja numa das igrejas onde ele celebra que é a de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos.
Engraçado é que ele foi professor da Suzy precisamente na "UCSAL". Assim que chegámos a Salvador e pensámos em casar pela igreja, ela dizia que não ia ser fácil encontrar o Joseval e levá-lo a fazer o nosso casamento na chitaca, portanto para lá de Valença vinte e cinco quilómetros. Qual não é o espanto da Suzy, quando chegámos ao lado de lá e tivemos conhecimento de que o bendito do Joseval, era o Pároco de Valença. Enfim coisas do mundo, retalhos da vida.
Algum tempo depois tivemos a visita do Lula, meu cunhado, da Norma, minha cunhada, e da Lêda e do Nuno que vieram de Lisboa, Portugal. Foi um dia de alegria a mais, vem vivido, bem comido, bem regado, só o Lula é que esteve de castigo porque tinha que voltar a conduzir para Salvador. Mas mesmo assim ainda meteu umas "bejecas" logo de manhã. Falámos de lá, de cá, do outro continente que eu e o Nuno conhecemos, África e assim se passou o dia. Depois houve a sessão de fotos como não poderia deixar de ser. Para mim as mais amorosas são as da Norma com a cachorrada. Depois, bem depois temos o Nuno. No Coments.
Outro assunto. Vai ter lugar entre os dias 27 de Janeiro e 7 de Fevereiro o IV Permangola - IV Reunião Agropercologica (agricultura,permacultura,construções ecológicas e Capoeira Angola), aqui mesmo ao lado da minha casinha, isto é, da chitaca. Eu vou participar a exemplo do ano passado e a Suzy também. Também a exemplo do ano passado, vou dar uma palestra que abordará o tema: Algumas Plantas Aromáticas e Medicinais do Baixo Sul da Bahia. A palestra será interactiva; portanto façam o favor de trazer os vossos "alfarrábios" para ajudar no seja necessário ou para acrescentar algo. Também vão ser úteis as máquinas fotográficas, uma vez que tudo vai ser mostrado ao vivo. Será interessante, consultar os sites que se seguem entre outros.
Se quiserem podem ver as fotos do Permangola do ano passado aqui no blog. Também podem pesquisar entre as dezenas de informações que se encontram ao vosso dispor.
Espero que se divirtam com a leitura de mais estas cenas da vida de um angolano em terras de Vera Cruz.
Abraços e Beijinhos!
Planeta Terra? Tadinho dele!
Deve ser das coisas mais difíceis de fazer, é falar desta nossa "aldeia". E que para além de cada um ter uma opinião muito pessoal àcerca dele, há quem viva nele, quem passe por ele, quem goste dele e quem se sirva dele entre outras coisas.
Portanto, o melhor é não fazer muitos floreados e cada um manifestar a sua opinião... Se tiver coragem para tanto. Eu apenas deixo aqui um vídeo para que reflitam depois de assistir a ele.
Abraços e beijinhos.
Portanto, o melhor é não fazer muitos floreados e cada um manifestar a sua opinião... Se tiver coragem para tanto. Eu apenas deixo aqui um vídeo para que reflitam depois de assistir a ele.
Abraços e beijinhos.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Coisas que se vão perdendo...
Olá!
Aqui de novo para vos mostrar uma raridade e não só.
Esta maravilha da natureza, a juerana, "ainda" está viva e perto lá de casa. Gostei dela e por isso aqui estou a mostrá-la. É soberba. Quando está florida, poucas coisas se comparam a ela. Está cheia de bromélias (aqui chamam-lhe gravatá), o que lhe dá um ar de maior imponência. Está à porta da casa de um amigo, o Sr, Braz e ele faz questão de a mostrar a toda a gente. É claro que nem sempre o tratamento que recebe é o melhor; mesmo em cima da sua imponente raiz, são deitados restos de tudo (e não é estrume). À volta dela como podem ver numa das fotos pelo menos, existem bananeiras e cacaueiros pelo menos.
No povoado a seguir àquele onde moro - Riachão do Vinhático - existiram em tempos várias destas espécies. Contam que num mesmo lugar e num curto espaço de terra, havia três delas; motivo porque o povoado se chama precisamente "Três Jueranas".
Vamos dar notícia dela? Vamos preservá-la? Terão os descendentes dos actuais filhos da terra o direito de conhecer a juerana? Ou vamos deixar que aconteça o que tem acontecido com todas as outras espécies da flora das quais já poucos se lembram?
Sabem, esta terra aqui é de alguns contrastes. Já ouvi dizer que por aqui andava a "araponga" distraindo toda a gente com o seu famoso "plein"!
Também dizem que por aqui ainda anda um sabiá ou um casal de sabiás; do verdadeiro dizem... Será? Nunca lhe ouvi o canto nem vi a cor.
E preguiças? Dizem igualmente que as havia aqui e em quantidade razoável para o lugar que é. Até no meu pedaço de terra as havia; dizem. À velocidade que se deslocam, não acredito que tenham mudado de "bairro" tão depressa.
E os veados? Que é feito deles? Vi um aqui há tempos aqui perto; pequeno, frágil e porque não dizer, bastante ágil como é característica da espécie.
E os tatus? Pois... Agora queixam-se das formigas!
E as gibóias e outras cobras? Mas agora com as infestações de ratos e outros roedores... Tá-se bem!...
Agora lembrei-me dos saudosos "Mamonas Assassinas". Que Deus os tenha no Seu eterno descanso. Nada de especial; lembrei-me da música onde ele diz que os animais são uns bichos interessantes. Fala do tatu, do elefante, do camelo, das vaquinhas, dos cachorros, das baleias, das pombas...
Vocês já pensaram se eles tivessem composto uma música a falar do ser humano? Imaginem só a p... (ups) a baixaria que não era!...
Gosto de vocês todos!
Abraços e beijinhos.
Manuel Baptista
Juerana Branca (Macrosamanea pedicellaris Nielsen)
Juerana Branca (Macrosamanea pedicellaris Nielsen)
Juerana Branca (Macrosamanea pedicellaris Nielsen)
Juerana Banca (Macrosamanea pedicellaris Nielsen)
Juerana Branca (Macrosamanea pedicellaris Nielsen)
Juerana Branca (Macrosamanea pedicellaris Nielsen)
Coisas de que gosto!
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