sexta-feira, 25 de novembro de 2011

ARARUTA


A araruta (Maranta arundinacea), espécie do gênero Maranta, é uma erva cuja raiz tem fécula branca que é alimentícia. Também é conhecida como agutingue-pé, araruta-caixulta, araruta comum, araruta-palmeira e embiri.

A araruta é uma planta originária das regiões tropicais da América do Sul. Estudos arqueológicos mostram evidências do cultivo de araruta nas Américas há, pelo menos, 7.000 anos.

Segundo a sabedoria popular, a araruta tem vários usos medicinais, mas é na culinária que o uso desta planta se destaca, recomendada para pessoas com restrições alimentares ao glúten (doença celíaca). Considerada como um alimento de fácil digestão, a fécula da araruta é usada no preparo de mingaus, bolos e biscoitos. Por esta característica, é indicada para idosos, crianças pequenas e pessoas com debilidade física ou doentes em recuperação. Também pode se produzir papel com a araruta.

Encontra-se em processo de extinção devido a indústria alimentícia ter substituído o polvilho de araruta pelo de mandioca ou pela farinha de trigo ou milho, prejudicando assim o cultivo daquela planta.

A araruta é uma planta arbustiva que pode chegar a altura de 1,2 metro. Da família das marantáceas, seu nome científico é Maranta arundinacea e popularmente é chamada também de agutingue-pé, araruta-caixulta, araruta comum, araruta-palmeira e embiri. Suas folhas têm forma de lanças, peludas na parte inferior. As flores são brancas e pequenas. Nascem solitárias ou em panículas terminais -- cachos na ponta dos ramos -- e o fruto contém sementes rugosas, de cor vermelho-pálida. São duas as variedades nativas de maior importância encontradas no país: comum e creoula. A comum é a que produz fécula de melhor qualidade. Seus rizomas são claros, em forma de fuso, cobertos por escamas e atingem até 30 centímetros dependendo da qualidade do solo, embora o tamanho normal varie de 10 a 25 centímetros. A creoula produz rizomas em touceiras na superfície da terra, que precisam ser lavados várias vezes para perder a camada escura. Caso contrário produzem uma fécula negra e de baixa qualidade.

Melhor variedade: comum.

Plantio: No Brasil o cultivo da araruta encontra boas condições ao nível do mar e em clima temperado. Solos arenosos e profundos são os ideais por favorecer o crescimento dos rizomas. A presença de argila pode ser necessária em per;iodos de seca, mas o excesso de umidade leva ao empobrecimento dos rizomas. O solo precisa ser arado com até 20 cm de profundidade para que fique bem fofo. São usados os rizomas inteiros, pois proporcionam maior índice de brotação, ou mudas dessas brotações. Nesse caso, é preferível plantar os rizomas em viveiros e depois destacar as mudas quando os brotos atingirem 10 cm. Colocam-se as mudas no fundo dos sulcos de 10 cm, com distância de 40 cm entre eles, recobertos de terra. São necessárias de2 a 3 toneladas de mudas por hectare. Os tratos culturais se restringem às capinas e "amontoa" de terra às plantas, conforme a necessidade. Sempre que for possível, deve-se utilizar adubação orgânica e mineral. A formulação proposta pelo Cerat - Centro de Raízes Tropicais, da Unesp --- Universidade Estadual Paulista, campus de Botucatu, SP, que esta desenvolvendo estudos sobre as aplicações e o cultivo da planta, é a seguinte: 415 quilos de super fosfato simples e 72 quilos de cloreto de potássio por hectare. Adubar no sulco e, quando as plantas estiverem com 20 cm de altura, aplicar 125 quilos de sulfato de amônia ou nitro cálcio por hectare. A planta é imune a boas partes das pragas, mas a vaquinha e a broca dos rizomas são as que mais a atingem fazendo com que as raízes apodreçam.

A colheita que pode ser manual, com enxadões ou mecanizada, é feita após 11 e 12 meses do plantio. As folhas ficam murchas, com coloração parda, tornam-se amarelo-palha e esbranquiçadas, não se mantêm mais eretas e tombam no solo.

Época de plantio: junho - setembro.

Espaçamento: 80 x 30 cm.

Mudas necessárias: 2-3t/ha. (rizomas).

Combate à erosão: plantar em faixas de nível alternadas com outras culturas.

Adubação: aproveitar o efeito residual dos aplicados para a cultura do ano anterior.

Tratos culturais: capinas e amontoas preferivelmente mecânicas.

Combate às moléstias e pragas: usar apenas mudas de plantações sadias.

Época de colheita: maio - setembro.

Produção normal: rizomas: 10-20t/ha.

Melhor rotação: milho e adubos verdes.

Utilidade: O rendimento da araruta oscila entre 6 a 12 toneladas de rizomas por hectare e cada 100 quilos de rizomas resultam em 15 a 18 quilos de fécula. Após a colheita, os rizomas destinados ao novo plantio devem ser armazenados em ambiente seco e bem protegido. Os destinados à produção da fécula precisam ser descascados com cuidado. Caso isso não aconteça, a fécula ficará de cor amarelada e cheiro forte que só tendem a desvalorizá-la. Depois de descascados, são ralados para obter massa, que é, então, lavada com água sobre um pedaço de tecido de algodão ou peneira. A fécula atravessa o tecido e os resíduos ficam retidos. O resultado é um pó fino, branco-acinzentado e sem cheiro. Tem reação neutra (pH neutro) e com água fria forma uma pasta não viscosa. A fécula da araruta pode ser utilizada no preparo de mingaus, bolos, cremes e biscoitos. De fácil digestão e tida como restauradora de forças, é indicada para crianças e idosos e para pessoas em convalescença ou com debilidade orgânica. A oferta reduzida desse produto sempre provocou tentativas de falsificação com amido de arroz, trigo , fécula de batata ou mandioca. Uma empresa paulista que oferece a fécula ensacada chegou interromper por alguns meses a produção por não encontrar produto de qualidade no mercado. No entanto, é fácil detectar a fraude. A fécula da araruta pura misturada com água quente proporciona uma pasta transparente. Caso seja falsificada, a pasta fica gosmenta.

Fonte: Globo Rural







quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Benefícios do gengibre

Gengibre



O gengibre (Zingiber officinale) é uma planta herbácea da família das Zingiberaceae, originária da ilha de Java, da Índia e da China, de onde se difundiu pelas regiões tropicais do mundo. Outro nome conhecido no norte do Brasil, principalmente pelos indígenas é Mangarataia ou mangaratiá.
É conhecido na Europa desde tempos muito remotos, para onde foi levado por meio das Cruzadas. Em Portugal existe registro da sua presença desde o reinado de D. João III (1521-1557)
No Brasil, o gengibre chegou menos de um século após o descobrimento. Naturalistas que visitavam o país (colônia, naquela época) achavam que se tratava de uma planta nativa, pois era comum encontrá-la em estado silvestre.  Trata-se de uma planta perene da Família das Zingiberáceas, que pode atingir mais de 1 m de altura. As folhas verde-escuras nascem a partir de um caule duro, grosso e subterrâneo (rizoma). As flores são tubulares, amarelo-claro e surgem em espigas eretas.

O gengibre é uma raiz aromática, muito usada em condimentos, e que contém teores relevantes de niacina e ferro.


Classificação Científica Reino: Plantae

Divisão: Magnoliophyta

Classe: Liliopsida

Ordem: Zingiberales

Família: Zingiberaceae

Gênero: Zingiber


Informações Nutricionais
100 g contêm, em média:

Macrocomponentes Glicídios (g) 4
Proteínas (g) 1
Lipídios (g) 0
Fibras alimentares (g)
Vitaminas Vitamina A1 (mg) 10
Vitamina B1 (mg) 10
Vitamina B2 (mg) 30
Vitamina B3 (mg) 1
Vitamina C (mg) 4
Minerais Sódio (mg) 6
Potássio (mg) 264
Cálcio (mg) 51
Fósforo (mg) 78
Ferro (mg) 2
Conteúdo energético (kcal) 31

Fonte: www.ceasacampinas.com.br

Usos medicinais

Rizomas de gengibre.Como planta medicinal o gengibre é uma das mais antigas e populares do mundo. Suas propriedades terapêuticas são resultado da ação de várias substâncias, especialmente do óleo essencial que contém canfeno, felandreno, zingibereno e zingerona.

Popularmente, o chá de gengibre, feito com pedaços do rizoma fresco fervido em água, é usado no tratamento contra gripes, tosse, resfriado e até ressaca. Banhos e compressas quentes de gengibre são indicados para aliviar os sintomas de gota, artrite, dores de cabeça e na coluna, além de diminuir a congestão nasal, cólicas menstruais e previne o câncer(cancro) de intestino e ovário.

Desde a Antiguidade, o gengibre é utilizado na fabricação de xaropes para combater a dor de garganta. Sua ação antisséptica pode ser a responsável por essa fama, tanto que muitos locutores e cantores revelam que entre os seus segredos para cuidar bem da voz está o hábito de mastigar lentamente um pedacinho de gengibre. No entanto, esse hábito (mascar gengibre e em seguida cantar ou falar, enfim, fazer uso da voz) é contra-indicado visto que o gengibre possui também propriedades anestésicas e esta "anestesia tópica" diminui o controle da emissão vocal, favorecendo o aparecimento de abusos vocais.
No Japão, massagens com óleo de gengibre são tratamentos tradicionais e famosos para problemas de coluna e articulações. Na fitoterapia chinesa, a raiz do gengibre é chamada de "Gan Jiang" e apresenta as propriedades acre e quente. Sua ação mais importante é a de aquecer o baço e o estômago, expelindo o frio. É usada contra a perda de apetite, membros frios, diarréia, vômitos e dor abdominal. Aquece os pulmões e transforma as secreções. A medicina ayurvédica reconheceu a ação dessa planta sobre o sistema digestivo, tornando-a oficialmente indicada para evitar enjoos e náuseas, confirmando alguns dos seus usos populares, onde o gengibre é indicado na digestão de alimentos gordurosos.

Cultivo

Os rizomas da planta, as partes subterrâneas e comestíveis, são os responsáveis pela propagação vegetativa. A produção no Brasil é pequena e quase totalmente absorvida pelo mercado externo. Para o cultivo, o solo ideal deve ser argilo-arenoso, fértil e de boa drenagem. A cultura necessita de muita água, mas não suporta encharcamento. De acordo com os técnicos do Instituto Agronômico do Paraná, o plantio deve ser feito no início da estação das chuvas.

O gengibre prefere solos com pH entre 5,5 e 6,0 e a correção com calcário deve ser feita no mínimo três meses antes do plantio. Os sulcos de plantio precisam ter cerca de 15 centímetros de profundidade e a distância recomendada entre os rizomas é de 5 a 8 centímetros. Depois de plantados, os rizomas são cobertos com uma camada de 10 centímetros de terra.

Embora resistente, o gengibre necessita de alguns tratos culturais: a chamada "amontoa" (o rizoma cresce para cima, portanto, é preciso cobri-lo periodicamente com terra), a irrigação e o controle de pragas. O ciclo da planta varia de sete a dez meses. Os rizomas estão no ponto de colheita quando as folhas começam a amarelar.

O gengibre tem ação bactericida, é desintoxicante e acredita-se também que possua poder afrodisíaco. Suas propriedades afrodisíacas e estimulantes são conhecidas há séculos. Na medicina chinesa tradicional, por sua reconhecida ação na circulação sanguínea, ele é utilizado contra a disfunção erétil. Além disso, o óleo de gengibre também é utilizado para massagear o abdômen, provocando calor ao corpo e excitando os órgãos sexuais.

O gengibre possui sabor picante e pode ser usado tanto em pratos salgados quanto nos doces e em diversas formas: fresco, seco, em conserva ou cristalizado. O que não é recomendado é substituir um pelo outro nas receitas, pois seus sabores são muito distintos: o gengibre seco é mais aromático e tem sabor mais suave.

O gengibre fresco é amplamente utilizado na China, no Japão, na Indonésia, na Índia e na Tailândia. No Japão costuma-se usar o suco (do gengibre espremido) para temperar frango e as conservas "beni shouga", feitas com os rizomas jovens, que são consumidas puras ou com sushi. Já o gengibre cristalizado é um dos confeitos mais consumidos no Sudeste Asiático.

O seu caule subterrâneo é utilizado como especiaria desde a antiguidade, na culinária e na preparação de medicamentos.

Graças ao seu alto poder bactericida, tem-se comprovado que o consumo desta planta em estado cru por cerca de 30 dias (pode-se moer e acrescentar adoçante, mel, etc.) elimina de vez a bactéria Helicobacter pylori existente em casos de gastrite ou úlceras. [carece de fontes?

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Como Comprar

Devem estar limpos, intactos, firmes e sem pontos pretos e gelatinosos; não devem ter manchas, excrescências, mofos ou marcas de apodrecimento.

Como Conservar

Sob refrigeração, em saco plástico, por 2 a 3 dias.

Como Consumir

Por ter sabor doce e aromático é empregado em diversos guisados e conservas de frutas.

Fonte: www.ceasacampinas.com.br

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

E você? Sabe o que é Caviar?



Se for mesmo caviar (de "estrujão" portanto), eu já vi, já comi, mas o melhor de tudo foi a companhia e o champagne.

Deixa a vida me Levar... Sou feliz e agradeço por tudo o que Deus me deu!



Eu já passei por quase tudo nessa vida
Em matéria de guarida espero ainda minha vez
Confesso que sou de origem pobre
Mas meu coração é nobre, foi assim que Deus me fez

E deixa a vida me levar (vida leva eu)
Deixa a vida me levar (vida leva eu)
Deixa a vida me levar (vida leva eu)
Sou feliz e agradeço por tudo que Deus me deu

Só posso levantar as mãos pro céu
Agradecer e ser fiel ao destino que Deus me deu
Se não tenho tudo que preciso
Com o que tenho, vivo
De mansinho, lá vou eu

Se a coisa não sai do jeito que eu quero
Também não me desespero
O negócio é deixar rolar
E aos trancos e barrancos, lá vou eu
E sou feliz e agradeço por tudo que Deus me deu

E deixa a vida me levar (vida leva eu)
Deixa a vida me levar (vida leva eu)
Deixa a vida me levar (vida leva eu)

Moro na Roça! E com muito gosto; viu malandro?

sábado, 2 de janeiro de 2010

IV Permangola!

Coisa Pouca; quase Nada!

Fome? Quem disse que há fome no Brasil? Entre bolsa isto, vale aquilo até vale deitar fora comida que dava para alimentar... Quantos? Ora vejam:














A Bênção.


A Bênção.




A Bênção



A Luz!






Os Guardiões da Luz!




















Parte do baptizado: "Recebe a Luz de Cristo"!
















Parte do baptizado















Parte do baptizado














"Eu te baptizo em nome do Pai...















... do Filho e do Espirito Santo"!













Um dos quartos de hóspedes.














Parte da cozinha.




















Parte da cozinha. Ao fundo entrada para o Wc.




















Parte da cozinha e porta de um dos quartos de hóspedes.




















Parte do Wc.

Aleluia!


Quarto de casal


Quarto de casal

Quarto de casal





Parte da sala





Parte da sala. À direita a entrada para a cozinha.

Entre Calças e Paramentos.

Acreditem ou não, eu fui seminarista. Ou seja, andei a estudar para padre. Porquê? Teriam que perguntar à minha rica mãezinha mas tal, já é de todo impossível. Sim senhor! Andei a estudar no Seminário Menor de Cristo Rei no Quipeio. E é engraçado que ainda há dias o Cardoso me mandou um PPS onde está precisamente uma fotografia do velho seminário do Quipeio; a seguir à Caála; ali, para lá de Vila Flor a cerca de quarenta quilómetros da cidade de Nova Lisboa, hoje a linda e maravilhosa cidade do Huambo, Angola. Havia ali perto, também, a Ilha dos Amores. Quem de Nova Lisboa nunca visitou a Ilha dos Amores? O Rio é que já não me lembro qual era. Supostamente o Kurimaala... Não sei.
E de histórias que a Ilha dos Amores tem para contar... Algumas até de autêntico heroísmo; digo eu.
Sei que em determinado domingo, não sei que idade eu tinha; mas sei que era um miúdo, famílias como a do Sr. Barroso, a do meu irmão Zé e outras mais, foram passear à Ilha dos Amores como era hábito. E eis senão quando em determinado momento a filha do Barroso cai da ponte abaixo. Sem sequer pensar nas consequências, aquele caga-tacos do meu irmão Zé, atira-se à água para socorrer a moça. Pronto! Nasceu um herói! Juro que até hoje estou sem saber como é que ele fez aquilo. É que segundo julgo saber, ele nem sequer sabe nadar. Deve ter sido o instinto de bombeiro - ele pertencia ao corpo de Bombeiros Voluntários de Nova Lisboa - que o levou a praticar tal acto. Ou então ser algo mais sério. É que ele nasceu no dia 24 de Agosto; dia de São Bartolomeu. E das últimas coisas que alguém disse acerca deste santo foi o seguinte:
".../podemos dizer que a figura de São Bartolomeu, mesmo sendo escassas as informações acerca dele, permanece contudo diante de nós para nos dizer que a adesão a Jesus pode ser vivida e testemunhada também sem cumprir obras sensacionais. Extraordinário é e permanece o próprio Jesus, ao qual cada um de nós está chamado a consagrar a própria vida e a própria morte"! Enfim, cumpra-se o que está escrito.
Mudemos de assunto. Recebi há já algum tempo, na chitaca, a visita do Sr. Padre Joseval. Homem de Deus, professor na Universidade Católica de Salvador - da cadeira de direito (não sei se canónico se romano), bastante eloquente, bom garfo, e atrevo-me a dizer que o que lhe falta de cabelo (com o devido respeito), sobra-lhe em humor e retórica (como deve ser um sacerdote).
Foi lá dizer uma missa que para além da particularidade de ter sido uma missa de Santo António fora de tempo, foi uma missa em que alguém lhe pediu para baptizar um rapaz já adolescente. Nunca é tarde para enveredar pelo caminho certo. Agora lembrei-me da Milita, minha irmã. Ela é que várias vezes afirma com os pés bem acentes na terra como pertence, o seguinte: "Andai nos caminhos do Senhor e ELE não vos faltará"!
Foi uma missa bonita, participada, com cânticos alegres e tudo o mais que o padre Joseval faz questão de uma missa conter quer seja no campo, quer seja numa das igrejas onde ele celebra que é a de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos.
Engraçado é que ele foi professor da Suzy precisamente na "UCSAL". Assim que chegámos a Salvador e pensámos em casar pela igreja, ela dizia que não ia ser fácil encontrar o Joseval e levá-lo a fazer o nosso casamento na chitaca, portanto para lá de Valença vinte e cinco quilómetros. Qual não é o espanto da Suzy, quando chegámos ao lado de lá e tivemos conhecimento de que o bendito do Joseval, era o Pároco de Valença. Enfim coisas do mundo, retalhos da vida.
Algum tempo depois tivemos a visita do Lula, meu cunhado, da Norma, minha cunhada, e da Lêda e do Nuno que vieram de Lisboa, Portugal. Foi um dia de alegria a mais, vem vivido, bem comido, bem regado, só o Lula é que esteve de castigo porque tinha que voltar a conduzir para Salvador. Mas mesmo assim ainda meteu umas "bejecas" logo de manhã. Falámos de lá, de cá, do outro continente que eu e o Nuno conhecemos, África e assim se passou o dia. Depois houve a sessão de fotos como não poderia deixar de ser. Para mim as mais amorosas são as da Norma com a cachorrada. Depois, bem depois temos o Nuno. No Coments.
Outro assunto. Vai ter lugar entre os dias 27 de Janeiro e 7 de Fevereiro o IV Permangola - IV Reunião Agropercologica (agricultura,permacultura,construções ecológicas e Capoeira Angola), aqui mesmo ao lado da minha casinha, isto é, da chitaca. Eu vou participar a exemplo do ano passado e a Suzy também. Também a exemplo do ano passado, vou dar uma palestra que abordará o tema: Algumas Plantas Aromáticas e Medicinais do Baixo Sul da Bahia. A palestra será interactiva; portanto façam o favor de trazer os vossos "alfarrábios" para ajudar no seja necessário ou para acrescentar algo. Também vão ser úteis as máquinas fotográficas, uma vez que tudo vai ser mostrado ao vivo. Será interessante, consultar os sites que se seguem entre outros.

Se quiserem podem ver as fotos do Permangola do ano passado aqui no blog. Também podem pesquisar entre as dezenas de informações que se encontram ao vosso dispor.
Espero que se divirtam com a leitura de mais estas cenas da vida de um angolano em terras de Vera Cruz.
Abraços e Beijinhos!


Planeta Terra? Tadinho dele!

Deve ser das coisas mais difíceis de fazer, é falar desta nossa "aldeia". E que para além de cada um ter uma opinião muito pessoal àcerca dele, há quem viva nele, quem passe por ele, quem goste dele e quem se sirva dele entre outras coisas.
Portanto, o melhor é não fazer muitos floreados e cada um manifestar a sua opinião... Se tiver coragem para tanto. Eu apenas deixo aqui um vídeo para que reflitam depois de assistir a ele.
Abraços e beijinhos.


Vídeo da União Europeia

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Novo curso no Senar - Feira de Santana/Ba.







Aconteceu no período de 26 a 28/08 o treinamento de Processamento de Conservas Vegetais e Temperos, atendendo ao município de Cabaceiras do Paraguaçu.






Fonte: http://ctrfeira.blogspot.com/2009/08/temperos-cabaceiras-do-paraguacu.html

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Coisas que se vão perdendo...

Olá!
Aqui de novo para vos mostrar uma raridade e não só.
Esta maravilha da natureza, a juerana, "ainda" está viva e perto lá de casa. Gostei dela e por isso aqui estou a mostrá-la. É soberba. Quando está florida, poucas coisas se comparam a ela. Está cheia de bromélias (aqui chamam-lhe gravatá), o que lhe dá um ar de maior imponência. Está à porta da casa de um amigo, o Sr, Braz e ele faz questão de a mostrar a toda a gente. É claro que nem sempre o tratamento que recebe é o melhor; mesmo em cima da sua imponente raiz, são deitados restos de tudo (e não é estrume). À volta dela como podem ver numa das fotos pelo menos, existem bananeiras e cacaueiros pelo menos.
No povoado a seguir àquele onde moro - Riachão do Vinhático - existiram em tempos várias destas espécies. Contam que num mesmo lugar e num curto espaço de terra, havia três delas; motivo porque o povoado se chama precisamente "Três Jueranas".
Vamos dar notícia dela? Vamos preservá-la? Terão os descendentes dos actuais filhos da terra o direito de conhecer a juerana? Ou vamos deixar que aconteça o que tem acontecido com todas as outras espécies da flora das quais já poucos se lembram?
Sabem, esta terra aqui é de alguns contrastes. Já ouvi dizer que por aqui andava a "araponga" distraindo toda a gente com o seu famoso "plein"!
Também dizem que por aqui ainda anda um sabiá ou um casal de sabiás; do verdadeiro dizem... Será? Nunca lhe ouvi o canto nem vi a cor.
E preguiças? Dizem igualmente que as havia aqui e em quantidade razoável para o lugar que é. Até no meu pedaço de terra as havia; dizem. À velocidade que se deslocam, não acredito que tenham mudado de "bairro" tão depressa.
E os veados? Que é feito deles? Vi um aqui há tempos aqui perto; pequeno, frágil e porque não dizer, bastante ágil como é característica da espécie.
E os tatus? Pois... Agora queixam-se das formigas!
E as gibóias e outras cobras? Mas agora com as infestações de ratos e outros roedores... Tá-se bem!...
Agora lembrei-me dos saudosos "Mamonas Assassinas". Que Deus os tenha no Seu eterno descanso. Nada de especial; lembrei-me da música onde ele diz que os animais são uns bichos interessantes. Fala do tatu, do elefante, do camelo, das vaquinhas, dos cachorros, das baleias, das pombas...
Vocês já pensaram se eles tivessem composto uma música a falar do ser humano? Imaginem só a p... (ups) a baixaria que não era!...
Gosto de vocês todos!
Abraços e beijinhos.
Manuel Baptista














Juerana Branca (Macrosamanea pedicellaris Nielsen)














Juerana Branca (Macrosamanea pedicellaris Nielsen)












Juerana Branca (Macrosamanea pedicellaris Nielsen)












Juerana Banca (Macrosamanea pedicellaris Nielsen)












Juerana Branca (Macrosamanea pedicellaris Nielsen)










Juerana Branca (Macrosamanea pedicellaris Nielsen)

Coisas de que gosto!









Riquita e a filhota Estrela



















A minha Super Star


















O meu Popó (pugilista de primeira; os ratos que o digam)!













Pimenta do biquinho









Gostaram? Pimenta do biquinho