domingo, 2 de novembro de 2008

NOVOS HABITANTES DA CHITACA

É sublime a forma como a natureza se transforma; impressionante é a maneira como uma criatura tão frágil, pode mudar a maneira de ser de um ser humano em relação a determinada espécie. A Suzy, não podia nem sequer ouvir falar em cães (foi mordida por um há cerca de 40 anos). A Riquita era uma cadelinha com um mês quando veio para as nossas mãos (minhas e da Suzy). Como sou adepto do provérbio: "res; non verba", ou seja, actos; não palavras, quando cheguei a casa com a criaturinha, depositei-lha no colo. Bem; só queria que vissem a reacção dela. Ficou estática. Nem sequer se mexeu. Foi a bichinha que teve que começar a mexer-se para que ela fizesse alguma coisa. Por pena ou instinto, começou então a fazer-lhe um carinho. Depois de registadas as imagens do momento como não podia deixar de ser, fui eu para cima da cama brincar com aquela coisinha adorável que é a nossa Riquita. O pior veio e seguir: eu quase ia levando uma sova por causa da mijada que a bicha fez. Mas enfim, por aquela fui perdoado. Passaram-se os dias, os meses e ia aumentando o amor entre a Quita e a Suzy. Imaginem, não há nenhum telefonema, nem nenhum e-mail em que não pergunte pela "filhota dela". Pergunta também pelos outros habitantes da chitaca; mas a Quita, ficou com um lugar reservado no coração dela e para sempre.

Ao fim de precisamente um ano, lá tive eu que preparar não propriamente a noite, mas a tarde de núpcias da Bichinha. Assim que vi o amante, juro que fiquei com pena dela: uns bons trinta quilos de cão, arraçado de "Pit Bull", que iriam desvirginar aquela coisinha amorosa. Mas enfim; entre cadela e cão, não metas a tua mão. Lá veio aquele latido tipo: "ai... dói... mais devagar... Mas o brutamontes não esteve com meias medidas: ferro na boneca. E seguiu-se um dia... dois... três... E eu ali feito voyeur!!! Não era por nada, não pensem. O que eu não queria, era que a minha cadelinha fosse acediada e estrupada por aquela dúzia de cães que é hábito ver-se de volta de uma cadela nestas situações. Bonito, hein?! Riam à vontade. Passados matematicamente 58 dias, logo de manhã quando abri a porta, dei por falta da Quita que infalivelmente me vem dar os bons dias. Estranhei e chamei por ela. Nada. Nem Quita nem meia Quita. Como às vezes penso (...), fui ver à casinha dela que já havia gente nova. Eis senão quando ao debruçar-me para dentro da casota, levei com um rosnado daqueles de se lhe tirar o chapéu. Ninguém imagina; mas fiquei feliz e contente ao ver aquela coisinha tão tão pequenina metida no meio das patas dela que vocês não imaginam. Foi uma alegria só. Foi imediatamente baptizada, por causa da mancha que apresenta na testa: ESTRELA. Nasceu no dia 25 de Setembro de 2008.

Está bem de saúde, come que se farta, mas mamar... Já não mama; e sabem porquê? É que precisamente há dois dias, dia 30 de Outubro, pariu a Pirata; gatinha maravilhosa e manhosa também, são quatro gatinhos lindos filhos do Pópó, o gato mas que não sei se irão ter a mesma sorte da Estrela. É que a Pirata não lhes ligou meia; parece barriga de aluguer: pariu e foi-se. Qual não foi o meu espanto quando dei com a Quita a transportar os gatinhos do ninho deles para a casinha dela. Pior do juízo fiquei, quando a vi amamentando-os.

Hoje, se quiserem ver a Suzy feliz na chitaca, é vê-la a brincar com as duas: mãe e filha: a Quita e a Estrelinha.


A natureza tem lá "porras"!







Entretanto, outros habitantes povoam também a chitaca: as galinhas de Angola - como não podia deixar de ser - e os novos pintainhos que dentro de meses estarão enormes como os congéneres deles que mostro também a seguir neste espaço. Espero que gostem.






































































2 comentários:

Suzete disse...

satisto é verdade...essa pequena criatura "Riquita" mudou completamente o meu conceito sobre cães. É engraçado qdo abro a porta pela manhã e ela faz a maior festa pulando sobre as minhas pernas por vezes arranhando...as orelhinhas prá trás...acho super engraçado. Por vezes me pego esperando q ela troque palavras comigo...fico sempre na resposta dela pode? kkkkkkk....sou maluca mesmo...mas qdo olho para ela a sensação q vai falar...é a primeira vez q me aproximei de um cão...e trato como minha filhota...é tão gratificante qdo chego lá na Chitaca q ela vem nos receber na porta do carro só esperando a porta abrir para cair em nossos colos...por vezes sujando as nossas roupas.
Bem q vc falava Manu q um dia eu ia gostar de cães...hj vejo o porquê muita gente trata essses animais como se fosse seus filhos.

zpires disse...

Seu Manuel: cê tá bem de vida! E gordinho! Estou a fabricar um avião, de papel. Pode ser que me leve um dia à Chitaca. Prometo levar comigo licor de Uvas de Aganimenta e a respectiva receita.
Ou então hei-de lá chegar de outra forma.
Abraço Zé Pires